segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Poliana na maratona aquática


Poliana Okimoto é bronze na maratona aquática (10 km).


Nossa honra atacada


A honra dos cariocas foi violentamente atacada em reportagem do New York Times, gerando reação imediata não só da população local como de todos aqueles que já frequentaram algum dia as praias cariocas, como este Louco.
O prestigioso jornal falou mal do biscoito Globo! Afirmou que o biscoito “não tem gosto”. E continua: “É uma textura e nada mais – é ar que se transformou em uma bolacha em forma de donut. Estalar um em sua boca é como se seus dentes estivessem em uma festa para a qual a língua não foi convidada”.
            Logo os americanos, meu deus! Bebem aquele café preto ralo, verdadeira lavagem de espingarda, adoram manteiga de amendoim, entopem-se de pepinos em conserva e insípidas panquecas, a lista de gostos esquisitos é interminável nos Estados Unidos, incluindo Donald Trump, e agora eles vêm criticar logo o nosso Biscoito Globo!
            Meus pais comiam biscoito Globo, eu, meu irmão e minha irmã comemos biscoito Globo, minhas filhas comem biscoito Globo, minha neta come biscoito Globo, e se for na praia de Ipanema são ainda mais deliciosos.
            O jornalista responsável pela matéria veio cobrir as Olimpíadas mas não esteve na praia, naquele sol escaldante do Rio, quando bate a fome, inclusive de sal; então surge o biscoitinho salvador, tem doce e tem salgado, ao gosto do freguês! A gente come um saquinho, dois saquinhos... e fica querendo mais.
            Falem de tudo, da violência, do trânsito, da sujeira da Baia da Guanabara, dos assaltantes, mas não falem do biscoito Globo.

Hypolito e Nory

A foto do dia.


Diego Hypolito e Arthur Nory, duas medalhas.

Gardanne

Meus quadros favoritos.


Paul Cézanne

Gauguin

Meus quadros favoritos.


Paul Gauguin: Mulher à beira do rio

100 m rasos



A alegria de Usain Bolt!


domingo, 14 de agosto de 2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Edição comemorativa de Raízes do Brasil



            É preciso festejar o lançamento da edição crítica e comemorativa dos 80 anos de Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda!
            A Companhia das Letras caprichou na edição: capa dura, revestida de tecido, com a reprodução do Abaporu, de Tarsila do Amaral, projeto gráfico de Victor Burton.
            Modificações importantes foram feitas por Sérgio Buarque entre a primeira e a última edição da obra, e a presente edição realiza verdadeira arqueologia desta evolução.
Nove especialistas fazem posfácios originais, o que enriquece o livro.
(Há muitos anos, ao iniciar a orientação de uma tese de doutorado em Cirurgia, na Universidade de Brasília, informei ao candidato que eu fazia apenas uma exigência, a de que ele lesse, para começar, Raízes do Brasil.)
O livro de Sérgio Buarque de Holanda nos ensina, antes de tudo, o que é o método científico de pesquisa, os fundamentos da análise, e por fim, como escrever bem, com erudição, clareza e arte. Trata-se também de um grande escritor.
Ao final do volume, é emocionante ver fac-símiles de edições anteriores, páginas amarelecidas anotadas pelo autor, rabiscadas, com adendos em fragmentos colados nas margens das páginas, com as indicações de onde o novo texto deveria ser enxertado. Uma trabalheira danada, reeditar um livro naquela época.