No reencontro
da turma, 45 anos depois de formados, ninguém o reconheceu. Estava na festa
errada.
terça-feira, 19 de julho de 2016
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Freire toca Bach
O novo CD gravado por Nelson Freire traz repertório
exclusivo de Johann Sebastian Bach (1685-1750).
Destacam-se a Partita No. 4 em ré maior, BWV 828 e a English
suite No. 3 em sol menor, BWV 808.
Grandes interpretações de nosso pianista maior. Em vários momentos, tem-se a impressão de que Nelson Freire toca um instrumento de época! Imperdível.
Vejamos o que diz João Marcos Coelho, para O Estado de S. Paulo:
Vejamos o que diz João Marcos Coelho, para O Estado de S. Paulo:
"Todo candidato a pianista começa martelando as invenções a
duas vozes, passa pelas suítes francesas e inglesas e desembarca no Cravo. Todo
pianista na plena maturidade sabe que conquista o público por meio do
repertório romântico, mas tem consciência de que, para refazer as forças, é
necessário revisitar Bach. Numa de suas mais emocionantes gravações, as ‘final
sessions’ de 1991, Claudio Arrau gravou quatro das seis partitas.
Agora, é Nelson Freire que escolhe uma dessas seis
partitas, a quarta, para abrir um CD inteiro a Bach. É como se o menino de Boa
Esperança refizesse seu itinerário pedagógico. Do alto de seus 71 anos, Nelson
promete – e entrega – o essencial. Sente-se isso em cada uma das 23 faixas. É
uma sensação preciosa, que todo apaixonado por Bach busca e só encontra muito
raramente."
Escola sem ideologia
A crônica de
Marcelo Rubens Paiva deste domingo (18
Julho 2016) intitulada “Como assim, escola sem ideologia?”
pareceu-me indispensável! Vejamos o que ele diz:
“A
escola sem um professor de história de esquerda é como uma escola sem pátio,
sem recreio, sem livros, sem lanchonete, sem ideias. É como um professor de
educação física sem uma quadra de esportes, ou uma quadra sem redes, ou
crianças sem bola.
O
professor de história tem que ser de esquerda. E barbudo. Tem que contestar os
regimes, o sistema, sugerir o novo, o diferente. Tem que expor injustiças
sociais, procurar a indignação dos seus alunos, extrair a bondade humana, o
altruísmo.”
Concordo
plenamente, mas Paiva esqueceu-se de falar do papel fundamental do professor, o
de desenvolver nos alunos o espírito crítico. Impossível que a escola não
transmita uma ideologia, mas que os estudantes possam criticá-la com liberdade.
Se não enquanto estudantes, mas certamente na vida adulta, quando forem capazes
de pensar, e pensar com a própria cabeça.
E Marcelo
R. Paiva conclui seu artigo com brilhantismo:
“A
escola não cria o filho, dá instrumentos. O papel dela é mostrar os pensamentos
discordantes que existem entre nós. O argumento de escola sem ideologia é uma
anomalia de Estado Nação.
Uma
escola precisa acompanhar os avanços teóricos mundiais, o futuro, melhorar, o
que deve ser reformulado. Um professor conservador proporia manter as coisas
como estão. Não sairíamos nunca, então, das cavernas.”
É preciso
falar sobre Educação, sempre.
olhar
aprender a olhar
para encontrar uma flor
beleza escondida
(Favor clicar para ampliar.)
Foto: A.Vianna, jul 2016, jardim.
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